Marxismo Leninismo

O preço médio que se paga pelo trabalho assalariado é o mínimo de salário, isto é, a soma dos meios de subsistência necessária para que o operário viva como operário. Por conseguinte, o que o operário obtém com o seu trabalho é o estritamente necessário para a mera conservação e reprodução de sua vida. Não queremos de nenhum modo abolir essa apropriação pessoal dos produtos do trabalho, indispensável à manutenção e à reprodução da vida humana, pois essa apropriação não deixa nenhum lucro líquido que confira poder sobre o trabalho alheio. O que queremos é suprimir o caráter miserável desta, apropriação que faz com que o operário só viva para aumentar o capital e só viva na medida em que o exigem os interesses da classe dominante.”

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13 respostas a Marxismo Leninismo

  1. Tofes diz:

    “A partir de 1938, quando a agressão hitleriana pesava como uma ameaça constante
    sobre a União Soviética, num momento em que o partido comunista travava uma luta
    decisiva contra os derrotistas e capitulacionistas, e em que mobilizava todas as suas
    forças para a batalha gigantesca que se aproximava, Trótski fazia agitação como
    provocador, e as suas afirmações tornaram-se armas nas mãos dos agentes nazis. Em
    1938, todos os comunistas e patriotas soviéticos se entregavam de corpo e alma às tarefas
    políticas e militares na expectativa da agressão nazi. Os apelos dementes de Trótski à
    insurreição armada só poderiam encontrar eco entre os piores inimigos do socialismo.
    Eis algumas afirmações feitas por Trótski entre 1938 e 1949:
    «Só é possível assegurar a defesa do país destruindo a clique autocrática dos
    sabotadores e derrotistas». (3 de Julho de 1938).
    29
    Neste momento, ante a ameaça nazi,
    as tensões eram muito fortes na União Soviética. Certos grupos oportunistas, para os
    quais os sacrifícios eram demasiado pesados, e certos grupos contra-revolucionários
    conceberam planos para um golpe de Estado. A depuração, inteiramente necessária face
    à de uma guerra de resistência, foi dirigida contra estas forças. Trótski ofereceu-lhes um
    novo argumento de agitação contra o partido, afirmando que a derrota da URSS face aos
    nazis seria certa se Stáline e os stalinistas permanecessem no poder. Consequentemente,
    era preciso destruir a direcção do partido através de uma insurreição. Estes propósitos
    correspondiam exactamente às intenções dos nazis, que pretendiam provocar uma guerra
    civil para realizar mais facilmente os seus planos de invasão.
    «Só o derrubamento da clique bonapartista do Krémlin poderá permitir a
    regeneração do poderio militar da URSS. Aqueles que defendem directa ou
    indirectamente o stalinismo, que exageram o poderio do seu exército, são os piores
    inimigos da revolução socialista e dos povos oprimidos.» (10 de Outubro de 1938).
    30
    Assinale-se que os nazis alemães acreditaram nesta propaganda, que os animou na sua
    determinação de acabar com bolchevismo. Mas após seis meses de guerra tiveram que
    reconhecer que haviam subestimado o potencial militar e a combatividade dos
    soviéticos…
    «Só uma insurreição do proletariado soviético contra a tirania infame dos novos
    parasitas pode salvar o que ainda subsiste das conquistas do Outubro nos fundamentos
    da sociedade». (14 de Novembro de 1938).
    31 ”
    Ver mais aqui :http://www.hist-socialismo.com/docs/Trotskismo_LM.pdf

  2. Tadeu Braga diz:

    Muito bom o debate, porem abri o site pensando em encontrar informações atuais REALMENTE acerca do marxismo REVOLUCIONÁRIO. Não considero o PCP um partido marxista revolucionário, mas muito mais stalinista que praticamente todos os PCs do planeta. É triste ver “companheiros”, “camaradas”, destes “partidos” reivindicarem ser seguidores das teorias dos grandes Karl Marx e Lênin. Sem contar que poderiam aprender um pouquinho mais também com o verdadeiro camarada Trotski.

  3. Tofes diz:

    Devolvo a confusão!
    Sim tivemos gestores aliados do proletariado no pós 25 de Abril. Quando os trabalhadores, organizados nomearam os seus representantes na gestão de empresas e serviço.
    Só quem desconhece a realidade pode afirmar que os trabalhadores das pequenas empresas não têm consciência de classe.
    Sim é verdade que o capital desmembrou empresas de grandes concentrações operárias e que utiliza as mais variadas artimanhas para dividir os trabalhadores mas eles continuam a existir (seja com contratos a prazo, empresas de trabalho temporário, contratações exteriores aos efectivos das empresas) tudo isso é uma realidade mas não deixam de ser proletários. O trabalho precário reduz o poder reivindicativo mas a consciência de classe continua.
    Muitos destes trabalhadores estão solidários com as diversas lutas só que, por diversas razões, não podem aderir.
    A maioria dos trabalhadores está bem paga?
    A maioria ganha o salário mínimo ou pouco mais.
    E os que ganham mais foi com luta que conquistaram melhores condições de vida.
    antes do 25 de Abril os trabalhadores eram pagos apenas para reporem a sua força de trabalho isto é, o mínimo para a sua sobrevivência – Alimentação, vestuário, habitação, escola.
    Após 25 de Abril, fruto das lutas e de governos identificados com os interesses dos trabalhadores o valor da força de trabalho aumentou – o nível de vida subiu e os trabalhadores passaram a ter acesso a coisas que até então nunca tinha tido.

    Para ser proletário é condição andar descalço?
    Andar mal vestido?
    Não ter carro?
    Não ter habitação condigna?
    Não ter acesso à cultura e ao lazer?

    Estão aburguesados por terem tudo isto?
    Foi com luta que conquistaram determinadas regalias a que têm direito e a muito mais pelas quais é necessário que todos lutemos.

    Nota: O facto de terem carro não quer dizer que vivam melhor. Essa foi mais uma forma do capital reduzir o valor da força de trabalho. Não há transportes para os empregos logo os trabalhadores t~em de se endividar para arranjarem os meios de se deslocarem para o trabalho.
    Claro que a CAP não é revolucionária, defende os interesses da grande burguesia rural. Mas muita gente que participa nas lutas da CAP nada tem a ver com esses interesses e o facto de terem consciência que se não lutarem perdem, já é positivo. Muitos, depois de descobrirem o logro integram-se noutras lutas que estão mais de acordo com os seus interesses.
    Greves gerais e sectoriais, manifestações, lutas locais por objectivos concretos, etc. não são feitas apenas pelos funcionários públicos. Só quem não participa o pode afirmar.

    A revolução não se decreta, constrói-se dia após dia.
    Que tipo de revolução? não sei, se adivinhasse joga no totoloto.
    Sei que será aquela que as condições do momento o impuserem.

  4. felisberto matos diz:

    Que confusão prá aí vai.
    Um gestor tb. pode ser um aliado dos explorados.Não é concerteza um proletário,isso não.Segundo a teoria leninista ,um proletário é um trabahlador industrial,ligado directamente à produção,fazendo parte da grande massa operária,concentrada nas grandes empresas,explorada,com consciência de classe.
    Daí que o leninismo não considere proletários os restante trabalhadores,nomeadamente os de serviços,os rurais,os dom´esticos,os funcionários públicos,inclusivé os operários de pequenas empresas,por serem em pequeno número(em cada empresa) e normalmente não terem consciência de classe,nem terem capacidade reivindicativa.
    O proletariado é massa concentrada,é número,,é o grande produtor de mais-valia,de riqueza,é a consciência dos explorados contra os exploradores.
    Só que o capitalismo evoluiu e hoje,nas economias mais avançadas o proletariado é cada vez menor,com menos consciência de classe e nem é já,na maioria dos casos,a clase de trabalhadores mais explorada.
    Os trabalhadores da indústria são cada vez menos,menos concentrados,mais especializados,ganham em geral mais que os restantes trabalhadores e por isso têm também menos consciência de classe e são menos reivindicativos.
    Basta olhar para Portugal.Onde está o proletariado da grande cintura industrial de lisboa das décadas de 60,70e 80 do séc. passado?
    Onde está o proletariado,aqui tão perto,que nós conhecemos ,da Marinha Grande?
    Por que é que o PCP tem vindo a perder as câmaras municipais ,onde o proletariado era dominante?
    Por que é que a maior oposição às políticas do goveno Socrates não têm vindo(não obstante as leis laborais entretanto postas em vigor) da classe operária,mas sim de trabalhadores da função pública e nomeadamente professores? Todos estes são proletários?
    Que estejam a proletarizar-se(ainda que o não queiram admitir) lá isso é verdade.
    Se para ti e para o PCP ser revolucionário é sinónimo de vir para a rua, então a CAP é revolucionária,isto para não ir mais atrás.
    Sei que não é o vosso conceito de revolução.Mas gostaria de perceber qual é,actualmente,hoje e prá frente.
    É assim tão difícil de explicar,ou é segredo?

  5. Rogério Raimundo diz:

    tá animado o debate…
    temos de fazer uma conversa pública sobre estas questões ideológicas…
    em Abril???

  6. Tofes diz:

    Sabes bem que um gestor de uma empresa não é um proletário.É um aliado da classe capitalista tal como os do Lumpen que normalmente, sem consciência politica,
    são facilmente manobráveis e aliados das classes exploradoras.
    O proletário está directamente ligado à produção e por vender a sua mercadoria recebe um determinado valor (o estritamente necessário para repor essa força de trabalho)o que não acontece com o gestor.

    Em Portugal há cada vez mais gente a proletarizarem-se. Exemplos há muitos até cá em Alcobaça. Os pequenos e médios empresários que arruinaram e tiveram de voltar ás fabricas de onde vieram muitos deles.

    Ser Leninista em Portugal ou em qualquer parte do mundo é não abdicar da luta politica, isto é, estar no terreno junto dos trabalhadores, organiza-los e lutar.
    Não se submeter apenas às instituições mas sim aliar a luta de massas com a luta nos parlamentos.

    É não ser reformista e lutar pela transformação da sociedade.

    Em síntese é ser um revolucionário.

  7. felisberto matos diz:

    A resposta ‘de tão vaga e abrangente não responde ás questões colocadas.No teu critério ,um qualquer gestor de uma empresa capitalista,porque vende a sua força de trabalho e utiliza as ferramentas do paatrão é um proletário !?
    O não ter um mínimo para sobreviver,também não é critério:pode ser um lumpem,
    ,um individuo que por vontade pŕopria ou sem ela nunca trabalhou nem quer trabalhar,pode ser um explorado ou não.
    Quanto a dúvidas se o PCP é leninista ou não e se é a vanguarda do proletariado e se este existe actualmente em Portugal(e não só) elas persistem.Não se resolve a questão devolvendo a pergunta.
    Para te facilitar a resposta pergunto de outra forma:
    O que é ser leninista hoje em Portugal ?

  8. Tofes diz:

    Claro.
    O proletário é aquele que só tem para vender a sua força de trabalho e utiliza as ferramentas do capitalista.

    Aliás, no país e na Europa, muitos nem isso já têm de tal forma foram explorados que se esgotou.Não Têm o mínimo para sobreviver.

    Há dúvidas que o PCP é Leninista?
    e que é a vanguarda da classe operária?

  9. felisberto matos diz:

    O PCP é leninista?
    ainda se considera a vanguarda do proletariado?
    Ainda temos proletariado em Portugal? E na Europa?
    Existe proletariado em África?
    O PCP é um partido de proletários?
    Afinal o que é o proletariado, hoje ?

  10. Tofes diz:

    Claro.
    Por isso aplica-se a dialéctica.

    Não podemos estudar o Marxismo-Leninismo de uma forma estática.

    Um abraço

  11. rogerio raimundo diz:

    Rever pode dar para essa tua interpretação…
    escrevi rever no sentido de rever a matéria teórica dada…
    Mas tb sempre li e ouvi dizer que a teoria tem que se adaptar à nossa realidade…e principalmente sermos criativos e bem dispostos na luta!!!

  12. Tofes diz:

    Eu percebo, mas a forma como comentas, dá ideia que
    que temos de rever o Marxismo-Leninismo.

    Mas o que pretendes dizer é que nós é que temos de estudar mais para, ficarmos mais preparados para a luta.

    É isso?

    Um abraço

  13. Rogério Raimundo diz:

    tens de continuar…mbem…bem precisamos de rever os conceitos marxistas-leninistas…
    abRRaço

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