13 – Materialismo Histórico

Materialismo Histórico é a ciência das leis mais gerais da vida e das forças motrizes do desenvolvimento da sociedade.

 Materialismo histórico estuda as leis gerais da vida e do desenvolvimento da sociedade humana. Estas leis actuam de maneira diferente nas diversas épocas históricas ou fases do desenvolvimento da humanidade.

 Estuda e investiga as fases mais gerais da historia universal da humanidade. As formações socioeconómicas  as suas leis de nascimento, florescimento e destruição.

 O materialismo histórico considera sempre a relação entre o ser social e a consciência social. Isto permite-lhe explicar correctamente as leis do processo histórico, não como acção de certas forças místicas que governam os homens mas como acção das leis históricas através dos actos dos homens, da sua luta pelos seus objectivos.

 As leis históricas aparecem-nos sob a forma de Forças Motrizes, reais do processo histórico; massas populares, personalidades históricas, reais com seus interesses, paixões e vontade, consciência e ilusões, com força organizada ou impotência histórica.

 O materialismo histórico descobriu que o curso da história avança das formas inferiores de organização social para as superiores e que a passagem às formas superiores é inevitável, as velhas formas tornam-se antiquadas.

 O materialismo histórico é a ciência que explica todo o conjunto de fenómenos e acontecimentos que formam a história da humanidade. Única teoria que explica o caminho histórico da humanidade.

Explica as revoluções, como fenómenos lógicos que derivam da história passada e determinam a marcha futura dos acontecimentos. Explica os interesses e anseios daqueles que se lançam na luta contra forças poderosas.

Materialismo histórico é uma teoria criadora, viva, capaz de se desenvolver e enriquecer através da sintetização de novas experiências históricas.

Além de explicar o passado e o presente o materialismo histórico, permite prever o futuro, dando a cada homem a possibilidade de participar energicamente no processo histórico.

O materialismo histórico estuda as leis gerais da vida e do desenvolvimento de toda a sociedade humana.

O materialismo histórico investiga as fases mais gerais da história universal da humanidade, as formações socioeconómicas, as suas leis de nascimento, florescimento e destruição.

O materialismo histórico considera sempre a relação entre o ser social e a consciência social, o problema do objecto e do sujeito do processo histórico.

A relação entre o ser social e a consciência social, permite explicar correctamente as leis do processo histórico.

Leis do processo histórico como acção das leis históricas através dos actos dos homens, através da sua luta pelos seus objectivos.

– O materialismo histórico descobriu que o curso da história avança das formas inferiores de organização social para as superiores e que esta passagem é inevitável;

– Com base nos dados históricos mostrou a inevitabilidade de transição para a sociedade comunista;

– Ligação do materialismo histórico com a teoria do comunismo científico, revela o caminho revolucionário da passagem da sociedade do capitalismo para o capitalismo;

– Nesta ligação indissolúvel do materialismo histórico com a teoria e prática do comunismo científico, manifesta-se o espirito de partido do materialismo histórico, que constitui o reflexo teórico dos interesses e objectivos da classe operária.

Desde tempos remotos que as pessoas tentavam adivinhar onde residia a força dirigente do desenvolvimento da vida social.

A igreja ensinava aos homens que todos os caminhos da história eram traçados por Deus.

Alguns pensadores rejeitaram a autoridade da igreja, evocando a razão e vendo na acção racional dos homens as molas do progresso da história.

Todos os filósofos pré-marxistas que abordaram o estudo da sociedade caíram nas posições do idealismo.

Hegel – considerava a sociedade como uma das fases do desenvolvimento do espirito absoluto. Embora tentasse considerar a história da humanidade de um ponto de vista dialéctico, chegou à conclusão que a sociedade era dirigida pela vontade divina, por um Deus.

Também os filósofos materialistas caíram nas posições idealistas. – Século XVIII Diderot, Hobach, Helvetins –

Último grande filósofo pré-marxistas , Ludwing Feuerbach, que criticou com tanto ardor o idealismo e a religião , considerava ao mesmo tempo, que a base da história da sociedade era precisamente a religião. – Dizia: ” a sociedade é má unicamente porque é má a religião em que ela assenta”-

Antes de Marx, ai deia de que a sociedade é uma criação do espirito ou o resultado da actividade espiritual (religião, politica jurídica, etc.) dos homens dominou amplamente em toda a literatura filosófica, sociológica histórica.

Aparecimento do marxismo foi uma revolução nas concepções da sociedade.

Pela primeira vez na história Marx demonstrou:

– Que a base da história é a produção dos bens materiais;

– Que o papel decisivo na história pertence aos homens que produzem estes bens materiais, às massas trabalhadoras.

Assim Marx demonstrou que antes de pensas, de se dedicar à ciência, à filosofia, à política, à religião, etc., o homem necessita de – comer, beber, ter uma habitação, etc..- deve satisfazer as suas necessidades materiais.

Marx: ” Mas da vida fazem parte sobretudo comer e beber, vestuário e ainda algumas outras coisas. O primeiro acto histórico é, portanto, a produção dos meios para a satisfação destas necessidades, a produção da própria vida material, e a verdade é que este é um acto histórico, uma condição fundamental de toda a história, que ainda hoje, tal como há milhares de anos, tem de ser realizado dia a dia, hora a hora, para ao menos manter os homens vivos.” *

Antes de Marx, todos os pensadores limitavam a história à actividade de diversas personalidades, sem analisarem a acção das massas. Consideravam que o artífice da história não era o povo, mas os heróis que se elevavam acima da multidão.

O Materialismo dialéctico é a ciência que estuda as leis da natureza e as leis da sociedade.

O materialismo histórico trata das leis gerais do conhecimento da vida e do desenvolvimento da sociedade.

O materialismo dialéctico trata das leis mais gerais do conhecimento da sociedade e do pensamento. Não trata dos traços específicos da vida social em relação à natureza.

O materialismo histórico e dialéctico estão indissoluvelmente ligados porque o geral existe sempre no concreto e para conhecer o geral temos de conhecer o concreto e vice-versa.

Exemplo: Exemplo: existe classe operária em Portugal, Brasil, etc., mas para conhecer a classe operária nestes países temos de conhecer a classe operária em geral.

O Materialismo Dialéctico enriquece-se pelas descobertas e experiências do Materialismo Histórico, assim como o Materialismo Histórico se enriquece pelas descobertas do Materialismo Dialéctico.

Diferenças:

Leis da natureza actuam independentemente não só da consciência e da vontade dos homens como também destes em geral.

As leis do desenvolvimento social, as quais existem independentemente da vontade e da consciência dos homens, realizam-se sempre através dele, através da sua actividade.

 * Karl Marx – obras escolhidas. edições avante. tomo I, pp. 19,20 

Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem

Esta obra de Engels foi escrita em 1876. Foi publicada pela primeira vez em 1896.

Falando desta obra devemos ter em conta que foi escrita nos fins do século XIX, há mais de 100 anos. Neste período foram feitas muitas escavações e descobertas, precisando ainda mais a evolução do ser humano.

Etapa na evolução do homem:

  1. Andar erguido, deixou as mãos livres;
  2. Começo da actividade laboral, aparece a linguagem articulada;
  3. Aparece a capacidade de abstração, possibilidade de pensar;
  4. O fogo desempenha grande papel na evolução do homem.

O fogo mudou a forma do homem se alimentar. Em torno do fogo junta-se a família, etc.. Fogo desempenha grande papel na domesticação dos animais. Possibilitou ao homem viver em quaisquer condições climatéricas.

Engels conclui que os animais adaptam-se às condições naturais. O homem transforma a natureza. O domínio da natureza é fruto do homem conhecer as suas leis e saber utilizá-las.

O trabalho contribuiu para o surgimento da consciência humana.

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